Eu sempre estive à procura...Quando criança, estive à procura dos pais, mesmo nos fantasmas nas noites quentes, nos sábados com estórias assombradas, e nos corredores escuros...o alento vinha no calor da resposta ao chamado de mãe, ou na balinha do restaurante da noite desábado ou até na luz acesa da cozinha. O alento vinha...
Quando adolescente procurei Deus, na instituição da igreja católica e, por essa via encontrei a Teologia da Libertação e os camponeses do interior de São Paulo, e ainda na CNBB - Conferência dos Bispos do Brasil - lindo lugar/ linda retórica - mas esse era meio Deus...
Continuei procurando - nos tipos, nas experiências, na falta de limite...da noite, da viagem, das drogas até estar na ambulância e perceber que Deus e o mundo perpassam tudo isso e mais que isso, tudo está na essência. Então aprendi o ser mundano.
Então procurei o outro, o amor incomensurável pelo semelhante, pelo sexo oposto, pelo entendimento filosófico, o outro idealizado, inalcansável, a vida e a morte. Fui para a Psicologia. A Psicologia de Freud, Jung, Melaine Klein e Lacan e, por fim, encontrei não o outro, mas eu mesma projetada no outro. A procura básica. O ser.
A procura continua. Além d'Eu mesma. Não sou o outro. Quem é o outro? O ser igual, o ser diferente. Fora os tabus. Fora os pesos cristãos. Fora a culpa...E viva a liberdade, a cultura, a expressão. O outro é arte. A arte de viver. Dali, Momix, Thelonius Monk, Bergman, Festival de Jazz, Mautner, André Breton, dadaísmo, Sartre, Vermeer, Escher e tantos outros. O mundo criativo. O ser criativo e curativo. A possibilidade do outro.
O "outro" dia...Até amanhã.
Um comentário:
Bom te ler.
Lendo descubro quanto gostamos e pensamos sobre coisas parecidas.Até Vermeer, neste ano que meu ascendente é Cancer!
Bjs, Zilda.
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