terça-feira, 28 de agosto de 2007

Dona Zulmira e a redação

Tenho uma imagem muito viva em minha mente:

De uniforme, saia azul escuro plissada, no meio do joelho, blusa branca de gola redonda quase engomada, meias três quartos e botinha preta (Eu usei botinha pois o pé era meio chato. Muito chato, né?). Os cabelos em chiquinha amarrados com fita de cetim branca.

No fim da sala, na última carteira, daquelas que são uma única peça: mesa-cadeira, com buraco para tinteiro. Colégio de freiras, antigo como as próprias.

A Dona professora, acho que era Zulmira, chamava um a um, pelo nome, bem pronunciado. Entregava a redação, dever de casa da última aula. Fá-bio, Ce-cil-ia, Mi-riam até Lu-ci-a-na.

Levantei um pouco trêmula, fui até o quadro negro, subi o degrau em direção a professora, que era quase mais alta que a própria lousa. Ela me entregou a folha. Estava escrita da primeira a última linha em azul e no topo duas palavras em vermelho. Igual a cor das minhas bochechas neste tipo de situação. Naquele instante, um destino foi selado.

Ela me disse: "Muito bem, sua redação está boa, sem erros de gramática. Mas, da próxima vez, escreva menos. Não precisa encher a página inteira."

Até hoje eu não sei dizer se ela fez um mal ou um bem para a humanidade. Só sei que naquele momento encerrou-se a minha carreira de escritora.

Confesso que ainda cheguei a prestar jornalismo, mas o destino sórdido ou sábio, não me deixou terminar o vestibular. Fiz psicolgia, fotografia, marketing e astrologia (e segredo de quatro paredes, umas aulas de iorubá).

Hoje escrevo "envergonhadamente" aqui.

domingo, 26 de agosto de 2007

A pedidos: Meu sobrinho RICK

Histórias e aventuras de Rick filho - meu sobrinho:
Para-quedas, corrida, deserto, parapente, nudismo, golf,
cachoeira, skate, viagem e "o pensador": Eta vidão bam.
Vejam o filme do salto clicando no título.





sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Livro de Recordações

Lá pelos meus 10 anos eu tive um livro de recordações.
Ele tinha capa dura, tipo encardenada, era cor de mostarda, no centro vinha escrito em letras manuscritas, em dourado,
"Meu livro de Recordações".

Todas as meninas tinham o seu. Nele, as melhores amigas escreviam, deixavam mensagens, faziam promessas.

O primeiro desejo de qualquer menina era ser solicitada para escrever no "Livro de Recordações" das outras meninas. Um privilégio. O fato era medida de popularidade, de amizade, de reconhecimento. E, em quantos mais livros se escrevia, mais reconhecida se tornava a autora.

Mas não era fácil ser escolhida, tinha que provar que era amiga de verdade. E, não podia ser qualquer uma a escrever no seu livro, tinha que ser especial. Amiga de coração, de verdade verdadeira, eterna. E isso era seguido a risca. Por todas, não valia enganação e nem mentira. Todas sabiam. Era assim.

Depois do primeiro desafio - a escolha, vinha o segundo, o mais díficil. As vezes iam-se dias de preparo, de pesquisa, de ansiedade. O dilema: Como se expressar, em uma simples página, de forma a demonstrar a enorme amizade e carinho que se tinha para com a dona do Livro de Recordações. E, mais secretamente, como mostrar que você, que escreve, é muito bacana, criativa e amiga fiel para todo o sempre.

Tudo era muito cuidado: Valia rimas, versos, desenhos, dedicatórias, declarações, decalques, inventivas, até poesia concreta...A única regra: seja mais criativa e autêntica que as autoras anteriores. Mostre singelamente a sua imensa e profunda amizade e apreço pela dona do livro.
O desejo era eternizar aquilo que sempre diziamos com a maior crença e sentimento deste mundo: "Você é e será minha amiga para toda a vida."

E eu, não fugindo a regra, disse para a Verinha, Sylvia, Diana, Cecilia, Rita, Simone, Cice, Carmem, Claudia, Regina com a mais pura, sincera e única verdade:
Você é a minha melhor amiga, para toda a vida!

E todas elas estão presentes, belas e únicas no meu Livro de Recordações. E no meu coração. Para toda a vida. As minhas melhores amigas.

Livro de Recordações I - Homenagem a Diana

Transcrevo no meu blog, meu livro atual, a recordação deixada pela Diana pelos idos dos 7 anos:

Linda
Uva
Carinhosa
Inteligente
Amorosa
Namoradeira
Agitada


Livro de Recordações II - Homenagem a Rita

Transcrevo a rima e seus desenhos feitos pela Rita naquele tempo de recordações.


O Sol prometeu a Lua
Uma fita de cetim
E eu prometo a você
Uma amizade sem fim

domingo, 19 de agosto de 2007

A Toty esta na VEJA


A Toty trabalhava na agência. Um dia resolveu fazer teatro. Foi para um curso no TUCA - PUC (Saudades da PUC!...). De vez em quando vinha falando umas coisas diferentes: "A sincronicidade de Jung"...
Ela sempre foi engraçada, caricata..Nas apresentações para os clientes "fazia teatro". Todos amavam...
Um dia virou real, não era mais no curso, era na vida...Toalete!
E na estréia lá estava ela, linda, esguia, preenchendo todo o palco...Que presença.
E hoje mais uma surpresa - Toty na Veja - um gostinho para vocês. Ela de vermelho, em cena! Vale a pena ver. E rir!
E eu seu que a verei no cinema, no teatro e na TV - na Globo, claro. Toalete é só o começo.
Para quem for: Teatro Gazeta. Avenida Paulista, 900, 3253-4102, Metrô Trianon-Masp. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 40,00 (sex. e dom.) e R$ 50,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/20h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). Até 18 de novembro. Não deixe de assistir.

sábado, 18 de agosto de 2007

Simples assim

Um único "au" da cozinha, significa "quero água"
Uma pata no seu braço, significa "carinho na barriguinha"
Uma corrida com bicho na boca, significa "vamos brincar"
Um olhar de cabeça torta na porta, significa "e eu não ganho?"
Latidos ao som do interfone, significa que "chegou visita"
Sentada ereta no pé da cadeira, significa "me pega"
Uma mexida pra cá outra pra lá significa "Ai que sono, vou dormir!"

Por quê será que complicamos tanto o que é simples assim?

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Os significados

OS COTRINS

Eu sempre me interessei por genealogia, etimologia, o significado e os símbolos de família, dos nomes e sobrenomes. De certa forma, o DNA da história de cada pessoa. O meu DNA histórico.


Esses dias descobri que o estudo do signifado dos nomes chama-se antroponimia. ( é óbvio!)

Descobri que os Cotrins brasileiros são oruindos de Ferreira do Zêzere em Portugal. Acima, um dos solares da família Cotrim em Portugal. Em meados de 1700 vieram para o Brasil e se alojaram na Bahia, Rio de janeiro e interior de São Paulo. O ramo da minha família é da Bahia.

Alguns estudos apontam ainda que os Cotrim portugueses são oriundos dos ingleses das famílias Cottrell e Catterall, mais precisamente de James Cottrell ou Catterall. Ele era o Mordomo-mór da rainha Felipa até sua morte em 1415. Precedente a ele, há registros de Edmund, Duque de Cambridge, em uma expedição ao sudoeste de France e na fronteira espanhola em 1381. James trocou seu nome para Jaime Cotrim em Portugal.

Dizem ainda que o nome se origina na palavra inglesa county (interior).

Em Portugal o nome é associado a um Peixe típico do país, além de ter sido o nome de uma Moeda Portuguesa de Ouro e Prata no tempo de D. Afonso V.

Tratando-se de uma famíla tradicional, possuia um brasão, que guardava semelhanças aos brasões das famílias inglesas.

Existem estudos que ja desvendaram a genealogia dos Cotrins até os dias de hoje. Não é louco? Minha ascendência de 700 anos.


COTRIM
COTREALL
CATTERALL

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

DIVERSÃO: The Simpsons



ADIVINHA QUEM SÃO????






segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Meu Doce e "Veinho" Pai


MEU PAI! AQUI E SEMPRE COMIGO! FELIZ DIAS DOS PAIS!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

MAGNITUDE

Liberdade Grandiosidade
Mesmo que seja por um pequeno momento!










quarta-feira, 1 de agosto de 2007

À procura

Eu sempre estive à procura...

Quando criança, estive à procura dos pais, mesmo nos fantasmas nas noites quentes, nos sábados com estórias assombradas, e nos corredores escuros...o alento vinha no calor da resposta ao chamado de mãe, ou na balinha do restaurante da noite desábado ou até na luz acesa da cozinha. O alento vinha...

Quando adolescente procurei Deus, na instituição da igreja católica e, por essa via encontrei a Teologia da Libertação e os camponeses do interior de São Paulo, e ainda na CNBB - Conferência dos Bispos do Brasil - lindo lugar/ linda retórica - mas esse era meio Deus...

Continuei procurando - nos tipos, nas experiências, na falta de limite...da noite, da viagem, das drogas até estar na ambulância e perceber que Deus e o mundo perpassam tudo isso e mais que isso, tudo está na essência. Então aprendi o ser mundano.

Então procurei o outro, o amor incomensurável pelo semelhante, pelo sexo oposto, pelo entendimento filosófico, o outro idealizado, inalcansável, a vida e a morte. Fui para a Psicologia. A Psicologia de Freud, Jung, Melaine Klein e Lacan e, por fim, encontrei não o outro, mas eu mesma projetada no outro. A procura básica. O ser.

A procura continua. Além d'Eu mesma. Não sou o outro. Quem é o outro? O ser igual, o ser diferente. Fora os tabus. Fora os pesos cristãos. Fora a culpa...E viva a liberdade, a cultura, a expressão. O outro é arte. A arte de viver. Dali, Momix, Thelonius Monk, Bergman, Festival de Jazz, Mautner, André Breton, dadaísmo, Sartre, Vermeer, Escher e tantos outros. O mundo criativo. O ser criativo e curativo. A possibilidade do outro.

O "outro" dia...Até amanhã.